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Publicado em 14/03/2019 17h53

Governadores do Nordeste criticam reforma da Previdência


RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Governadores do Nordeste criticaram nesta quinta-feira (13), durante encontro em São Luís, no Maranhão, a principal bandeira até o momento do governo Jair Bolsonaro: a reforma da Previdência.

Em bloco, os mandatários também se posicionaram contra a possibilidade de votação da PEC que prevê a desvinculação do Orçamento.

Dos nove governadores nordestinos, apenas o de Alagoas, Renan Filho (MDB), que apresenta uma posição dúbia em relação ao governo Bolsonaro, faltou ao encontro. No seu lugar, participou o vice-governador alagoano, José Luciano Barbosa.

Os outros oito governadores, quatro deles do PT, dois do PSB, um do PCdoB e um do PSD, fazem oposição ao governo federal.

Em relação à reforma da Previdência, os governadores alegam que os mais pobres serão penalizados e ainda criticam o regime de capitalização proposto pelo Governo Federal.

Apesar de reconhecerem a urgência nas mudanças de regras, os políticos nordestinos destacaram de maneira genérica em carta que o peso de déficits históricos não podem recair naqueles que mais precisam da proteção previdenciária.
As principais críticas são em relação à idade mínima e ao tempo de contribuição.

“Não podemos ter uma previdência que faça a população ter dois brasis. Um Brasil de quem consegue se aposentar e um Brasil de quem não consegue se aposentar”, disse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

O governador da Paraíba, João Azevêdo, também atacou a proposta do governo. “Esta proposta de reduzir de 65 anos para 60, entretanto reduzir o benefício para 40%, isso para a gente é inegociável”, afirmou.

O bloco de governadores disse ser imprescindível retirar da proposta a previsão do chamado regime de capitalização.


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