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Publicado em 10/07/2019 18h31

Reitores da UFCG e UFPB anunciam paralisação das atividades


O mês de setembro é o prazo máximo previsto pelos reitores da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, e da Universidade Federal de Campina Grande, Vicemário Simões, para que as instituições funcionem.
 
O alerta é impactante porque, segundo eles, o orçamento que as universidades dispõem hoje, com o contingenciamento feito pelo Ministério da Educação, só vai dar para manter as atividades em pleno vapor até os próximos dois meses.
 
O futuro das universidades está incerto por conta da falta de recursos, que foram bloqueados em 30% do orçamento pelo governo federal.
 
O bloqueio foi feito em abril e, desde então, os reitores têm reclamado da falta de verba para manutenção das atividades laborais das universidades e com a proximidade do final do ano, e do fechamento das contas, os reitores fizerem outra alerta para chamar a atenção das autoridades.
 
“Se esse bloqueio for mantido, e pelo que já recebemos e temos a receber a gente, só ficaremos trabalhando até o mês de setembro. A partir de outubro, nós vamos ter dificuldades orçamentárias e para que isso não ocorra tem que haver esse desbloqueio dos 30%, para que possamos terminar o ano letivo sem nenhum problema orçamentário e financeiro”, atestou Simões.
 
O reitor disse ainda que espera um posicionamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), para ver como as universidades vão se alinhar caso não ocorra o desbloqueio desses recursos.
 
Esse prazo vai até o mês agosto e não havendo o descontingenciamento por parte do MEC, as instituições vão decidir em conjunto sobre a paralisação.
 
A UFCG teve cerca de R$ 27 milhões e a UFPB R$ 44 milhões bloqueados, e esses recursos vêm fazendo falta ao andamento de várias atividades atingido à educação superior como um todo.
 
Paraibaonline


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